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Um novo mal para o Brasil

Um novo mal para o Brasil

No final de fevereiro, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do Projeto de Lei 442, que regulamenta a jogatina no Brasil. Desde o começo da tramitação eu me posicionei contra essa matéria, mas, infelizmente, fui voto vencido. O texto aprovado é um conjunto de falsos argumentos e falácias sobre geração de empregos, fomento ao turismo e combate aos cassinos clandestinos.

Mas eu vou usar esse espaço para explicar o porquê desse projeto ser extremamente prejudicial ao Brasil. Em primeiro lugar, já há estudos científicos comprovando que, a cada U$ 1,00 gerado nos tais benefícios apontados por aqueles que defendem os jogos, U$ 3,00 são gastos com custos sociais associados à fiscalização, tratamentos de saúde mental, segurança pública, entre outros. Ou seja, “beneficia” a economia, mas causa prejuízos desnecessários à saúde e à segurança pública.

Outro fator importante diz respeito ao aumento de famílias destruídas por conta do vício, dívidas e suicídios. Não se sabe com precisão o número de jogadores compulsivos no Brasil. Nem mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem dados consolidados, mas eu, cristão evangélico, frequento há anos as clínicas terapêuticas e casas de recuperação e vejo de perto o alto número de famílias que enfrentam problemas por causa de jogo, sejam dívidas, brigas e até risco de suicídio.

Os defensores do jogo dizem que a legalização irá aumentar a arrecadação de impostos no Brasil. Mas não falam nada sobre como isso irá facilitar atividades ilegais como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, tráfico de drogas, armas e fomento à prostituição, inclusive infanto-juvenil. Via de regra, os cassinos e jogos de azar trabalham com dinheiro em espécie. São muitas pessoas apostando pequenas (ou não) quantidades de dinheiro. Como será essa fiscalização? Fica fácil “criar” prêmios falsos e complicado para os órgãos responsáveis rastrearem essas quantias.

Para facilitar a aprovação da legalização dos jogos de azar, os parlamentares que votaram a favor defenderam que o uso do dinheiro arrecadado seria usado na saúde e em programas sociais. Porém, o que sabemos é que o caminho desses recursos é longo e depende de muitos fatores até chegar ao destino. Eu, sinceramente, espero que o Senado barre esse projeto. O Brasil já tem muito com o que se preocupar e não precisa mais desse mal.

Heitor Freire, deputado federal (União Brasil)

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