fbpx
Fortaleza-CE - Brasília-DF
(85) 30219007 / (61) 3215-5367
dep.heitorfreire@​camara.leg.br

PIX nas mãos do crime

PIX nas mãos do crime

A necessidade de solução rápida para as fragilidades do sistema.

A tecnologia bate à porta sem pedir licença. Em um mundo cada vez mais acelerado e que as pessoas se adaptam a soluções ágeis para suas demandas, países como o Brasil, por suas características únicas, acabam por criar desafios concretos à modernidade.

Eu sou do mercado financeiro e sei o quanto o PIX tem sido uma verdadeira revolução, desde a sua chegada, no final de 2020. Um mecanismo de transferência instantânea entre as pessoas desprovido de taxas, trouxe praticidade para pagamentos, além da inclusão digital de milhares de brasileiros.

Entretanto, por se tratar de um país com problemas crônicos no tocante à criminalidade, é justamente a praticidade do PIX que vem sendo aproveitada por bandidos, utilizando artifícios mais variados para cometer delitos.

Em que pese esse problema não ter vislumbrado pelos seus desenvolvedores, o número crimes envolvendo o PIX está, a cada dia, mais frequente, desde estelionatos por roubo de perfis em redes sociais até crimes violentos, como sequestros-relâmpagos, além do financiamento de facções criminosas, verdadeiras células terroristas no país.

O tema logicamente vem dividindo opiniões de especialistas. Por um lado, o Banco Central aponta o baixo número de delitos registrados com o PIX se comparado ao montante de transações diárias. Por outro lado, agentes de segurança pública vêm afirmando que muito dos crimes, especialmente os estelionatos, sequer são reportados pelas vítimas às autoridades.

Não se pretende culpar o PIX pelos problemas crônicos do país, muito menos descartá-lo. Trata-se de um sistema de pagamento ágil de transações financeiras. Entretanto, assim como a população se adaptou rapidamente, a bandidagem também se aproveitou dessa ferramenta com extrema rapidez. A realidade brasileira demanda soluções para dirimir fragilidades do sistema.

Embora reparos técnicos possam ser desenvolvidos pelo próprio BACEN, o parlamento brasileiro não pode se manter inerte. É urgente introduzir na legislação mecanismos que inibam a utilização do PIX com finalidade criminosa, como a adoção de aumento substancial de penas nos crimes que se valham dele.

Assim como a tecnologia influencia rapidamente novos comportamentos, o Congresso Nacional precisa se adaptar à modernidade e deve ser capaz prover soluções rápidas diante das demandas da população brasileira.

Heitor Freire – deputado federal

Please follow and like us:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gostaria de receber nossos informativos?Você vai ficar por dentro de tudo que acontece em nosso mandato!

Se preferir também, entre em nossa lista de transmissão!